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quinta-feira, 29 de outubro de 2020
Sintomas Físicos da Ansiedade - CAUSAS
segunda-feira, 26 de outubro de 2020
domingo, 25 de outubro de 2020
Sintomas Físicos de Ansiedade
Sintomas Físicos da Ansiedade
Paulo Antônio Alves de Almeida –
Psicólogo
psicologopauloalmeida@gmail.com
Sofri o grave frio dos medos, adoeci. Sou o que
não foi, o que vai ficar calado... e, eu, rio abaixo,
rio afora, rio adentro — o rio. A
Terceira Margem do Rio - Guimaraes Rosa
Os
personagens desse artigo são brasileiros, nascidos em várias regiões do país,
com faixas etárias diversificadas. Homens e mulheres que se consideravam
saudáveis, e que inclusive possuem exames médicos que confirmam nenhum tipo de
alteração fisiológica.
Tocavam a
vida com naturalidade, e felicidade. Até que um dia começaram a perceber em
seus corpos, sensações físicas desconfortáveis. E ainda que fossem a hospitais,
médicos e fizessem exames laboratoriais, nada e nem ninguém conseguia explicar
as causas das suas dores, enjoos, náuseas, diarreias, falta de ar, palpitações
dores de cabeça, tonturas, desmaios e tantos outros sintomas físicos.
São
sintomas sérios. A impressão que esses homens e mulheres tem é que esses
sintomas físicos vão permanecer durante 20 anos, 30 anos e até a vida toda.
As dores e
os desconfortos são amplos, largos, profundos, começando e terminando sem data
marcada, sem sinal, e nem motivos aparentes. Parecem intermináveis, e sem
solução.
A
estranheza desses sintomas traz espanto para todos nós.
Mas as
ciências da Psicologia e da Medicina vem demonstrando através de inúmeros
estudos que esse conjunto de sintomas físicos, sem causa aparente, na verdade
se constituem em sintomas físicos da Ansiedade.
Segundo
Barlow (2002), a ansiedade é “ uma emoção
orientada ao futuro, caracterizada por percepções de incontrolabilidade e
imprevisibilidade sobre eventos pontencialmente aversivos e um desvio rápido na
atenção para o foco de eventos potencialmente perigosos ou para a própria resposta
afetiva do indivíduo a esses eventos”. (p.104)
É
fundamental compreendermos que medo e ansiedade são sentimentos distintos. “O medo é um alarme primitivo em resposta a
um perigo presente, caracterizado por forte excitação e tendências a ação”. (Barlow,
2002)
O medo está
na base dos processos de ansiedade, a diferença é que a ansiedade é um estado
permanente de ameaça, envolvendo aversão percebida, incerteza,
incontrolabilidade, vulnerabilidade e incapacidade de obter resultados
desejados. (Beck e Clark, 2012).
As pessoas
que vivem com esses sintomas físicos da ansiedade se surpreendem ao saber que a
ansiedade pode trazer tantos desconfortos físicos, além dos emocionais e
psíquicos.
“Fui ao hospital numa crise...e a pressão sempre tá normal...fico desesperada.”
Cinthia Costa
Como pode
um sentimento, uma sensação, um incomodo emocional trazer tantas evidências
físicas desagradáveis, sem nenhuma alteração fisiológica comfirmada por exames
laboratoriais? E ainda permanecer durante dias, semanas, meses e até anos?
“Eu sinto muitos sintomas no
peito, tipo um tremor como se fosse no coração. Já realizei exames e os médicos
dizem que está tudo normal com o meu coração. Mas não passa! Eu tenho 25 anos
de idade, e há 6 anos sofro com esses sintomas pelo corpo: falta de ar,
palpitação e um medo terrível desses sintomas serem de doença grave.” Silderlan Brandao Balbino
E esses sintomas persistem como se fossem durar para sempre. Um rio de
sensações desconfortáveis dentro, longo, estreito, e onde parecem não há
margens para se apoiar.
E os sintomas físicos da ansiedade vão se transformando desde uma
sensação de garganta inflamada, uma dor de cabeça que não passa, pernas tensas
e rígidas, e as vezes um tremor em apenas um lado do rosto. Sensações
estranhas, desconhecidas e sem causa aparente. E como não há um exame
laboratorial que confirme, as pessoas começam a pensar que estão ficando
loucas, e ficam com medo de perderem o juízo, a razão, o equilíbrio mental.
“Sofro com isso. Começa a me dar um mal estar, dor de barriga. Vejo
coração bater sobre apele da garganta. Tontura gera medo que acho que vou
enfartar.” Odete Alves
As pessoas convivem com esses sintomas físicos da ansiedade sem saberem
do que se trata. E quando descobrem o diagnóstico – sintomas físicos da
ansiedade - ficam surpresas, e podem buscar tratamento adequado.
O tratamento dos Sintomas Físicos da Ansiedade envolve psicoterapia,
medicação, meditação e atividades físicas. Em casos onde a ansiedade é leve e
moderada, apenas psicoterapia, meditação e atividades físicas. Em casos graves
é necessário o uso de medicamentos.
A boa notícia é que esses sintomas físicos da ansiedade não são graves e
são tratáveis. A Psicoterapia Cognitiva Comportamental é uma medotologia com
muitas evidências científicas de sucesso no tratamento da ansiedade.
“ Coragem não é ausência de medo, mas a capacidade de enfrenta-lo”.
(Putnan)
Um elemento fundamental da terapia cognitiva da ansiedade é ensinar os
pacientes que a fonte de ansiedade duradoura é suas avaliações tendenciosas da
ameaça.” (Clark e Beck, 2012)
As nossas crenças, nossos pensamentos, a intensidade como percebemos a
gravidade de um problema são os principais causadores da nossa ansiedade. A
ruminação de pensamentos destrutivos e catastróficos aumenta a nossa
preocupação em relação ao futuro, e a nossa ansiedade também aumenta, causando
dores corporais e sintomas físicos da ansiedade.
O tratamento da ansiedade envolve várias técnicas e métodos que vou
tratar em outro artigo.
Fica a dica: diminua a ruminação dos seus pensamentos destrutivos! Faça
isso desviando a sua atenção para acontecimentos e ações prazerosas do seu dia
a dia. Agradeça pela sua vida! Pratique a gratidão e passo a passo você terá
mais saúde e bem estar, para vencer a ansiedade e reduzir os sintomas físicos
da ansiedade!
Veja o depoimento abaixo para inspirar você a vencer a ansiedade!
“Percebi que quanto mais der atenção
aos sintomas mais eles aumentam. Se faltar o ar, coração acelerar mantenha a
calma, não entre em desespero. Já tive algumas crises de ansiedade. No começo
ficava muito nervosa, chorava, achava que iria morrer do coração, mas comecei a
perceber que o problema está na minha mente, e é nela que também está o
controle. Então além de orar pedindo a ajuda de Deus nesse momento, procuro
manter a calma e mudar meus pensamentos. Mesmo nervosa e com falta de ar
procuro alguém para conversar, rir, respirar fundo, depois os sintomas somem. Eu
falo na minha mente que eu tenho o controle. O dia que tenho a crise é um dia
muito difícil porque mesmo quando os sintomas desaparecem, sinto minha mente a
1000, mas sei que aquele dia eu tenho que me esforçar para ficar bem. Tenho que
rir mais, fazer algo que me acalma e traz paz, tipo cantar louvores ou comer algo
que gosto, e evitar situações estressantes e preocupações. É possível vencer a
ansiedade! Graças a Deus não sinto nada há 1mes. Mas sou bem ansiosa em coisas
boas. Se recebo uma mensagem e a pessoa não me responde o que quer, já fico
muito nervosa. Sei que vou conseguir ficar bem. Estou conhecendo a mim mesma
através disso, conhecendo minhas limitações, meu potencial e equilíbrio.” Jeilma Silva Ferreira